As palavras não me saem. Estão enroladas neste nó que tenho na garganta, como um um novelo de lã, mas um novelo sem fim. Um novelo de palavras que se interligam e que não acabam. Nunca irei dizer tudo o que quero, vai sempre ficar alguma coisa por dizer. Mas não posso. Tenho saudades tuas, tantas. Ally

Apertos e saudades

As saudades que eu tinha de cá vir! A vida dá tantas voltas... prometo que volto a escrever, um dia... Mil beijinhos, Ally

Por favor


Não brinques com o meu coração, por favor. Ele vai despedaçar-se. Ally

Um dia...


Era noite de lua cheia, o céu estava limpo e tinha poucas estrelas. Era uma noite quente de Verão e até conseguia imaginar o uivar dos lobos.
O tempo lá fora estava agradável e já poucos carros passavam na estrada. Então, dirigi-me para o jardim de trás e sentei-me no baloiço a observar o céu. De repente o meu telemóvel tocou... vi o teu nome e o meu coração acelerou, batia cada vez mais rápido, mas demorei a atender. Fiquei e olhar para a tua fotografia enquanto o telemóvel tocava e por fim acabei por atender. Falamos durante uns minutos, disseste-me tudo o que precisava de ouvir naquele momento e só isso fez-me ganhar o dia. Tinha a certeza de que já ia dormir melhor nessa noite. Desejei-te boa noite e despedi-me de ti, mas não voltei para dentro, deixei-me estar mais uns tempos no baloiço, iluminada pelo luar.
O meu telemóvel voltou a tocar... Eras tu de novo! Lembro-me de te perguntar se não conseguias adormecer e tu com uma voz tímida disseste "Vem abrir-me a porta e vamos ver as estrelas juntos". O meu coração parou. Desci as escadas a correr, fui até à porta, abri-a e vejo-te de braços abertos para me agarrar. Saltei para os teus braços e agarrei-me a ti como se agarrasse o mundo, com uma força interminável. Para mim o tempo tinha parado, estávamos só os dois e era o suficiente. Poderia ser assim para sempre, eu e tu e tu e eu.
De repente acordei com frio, adormeci no baloiço e tu não estavas ao meu lado como tinha sonhado. Não passou tudo de um sonho. Levantei-me e fui para o quarto, deitei-me e acabei por adormecer de novo... Ally

Odeio-te e adoro-te tanto ao mesmo tempo. Ally

De pé atrás


E se existir um novo "ele"? E se o meu coração se estiver a entregar de novo? Não sei se quero... Tenho medo. Ally

Eu sou...


"Eu sou os livros que leio, os lugares que conheço, as pessoas que amo. Eu sou as orações que faço, as cartas que recebo, os sonhos que tenho. Eu sou as decepções por que passei, as pessoas que perdi, as dificuldades que superei. Eu sou as coisas que descobri, as lições que aprendi, os amigos que encontrei. Eu sou os pedaços de mim que levaram, os pedaços de alguns que ficaram, as memórias que trago. Eu sou as cores que gosto, os perfumes que uso, as músicas que ouço. Eu sou os beijos que dei, sou aquilo que deixei e aquilo que escolhi. Eu sou cada sorriso que abri, cada lágrima que caiu, cada vez que menti. Eu sou cada um dos meus erros, cada perdão que não soube dar, cada palavra que calei. Eu sou cada conquista alcançada, cada emoção controlada, cada laço que criei. Eu sou cada promessa cumprida, cada calúnia sofrida, a indiferença que se formou. Eu sou o braço que poucas vezes torceu, a mão que muitas outras se estendeu, a boca que não se calou. Eu sou as lembranças que tenho, os objetivos que traço, as mudanças que sofrerei. Eu sou a infância que tive, sou a fé que carrego e o destino que reinventei."

Autor desconhecido

Fartei-me


Decidi que vou deixar de escrever para ti. Não só aqui, mas também no meu caderno. Não vales mesmo a pena, tenho de te tirar da cabeça, e o pior é que continuas a aparecer em alguns dos meus sonhos. Sinto raiva de mim própria por estar presa a ti, porra. Ally